2026-08-042026-04-28OLIVEIRA, Franci Moraes de. A inteligência artificial como ferramenta educativa de inclusão na EPTNM. 2026. 188 p. Dissertação (Mestrado Profissional em Educação Profissional e Tecnológica) – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas, Campus Manaus Centro, Manaus, 2026.https://ri.ifam.edu.br/handle/ifam/1914A presente dissertação foi desenvolvida no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Educação Profissional e Tecnológica (ProfEPT), vinculada à Linha de Pesquisa 1: Práticas Educativas em Educação Profissional e Tecnológica e ao Macroprojeto 2: Inclusão e diversidade em espaços formais e não formais de ensino na EPT. O estudo propõe analisar o papel da Inteligência Artificial (IA) como ferramenta educativa de inclusão no processo de ensino e aprendizagem de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) matriculados no Curso Técnico de Nível Médio em Manutenção e Suporte em Informática (MSI), ofertado pelo Instituto Federal do Amazonas (IFAM). Com abordagem qualitativa, a pesquisa teve como objetivo geral compreender como a IA pode contribuir para práticas pedagógicas inclusivas na Educação Profissional Técnica de Nível Médio (EPTNM), especialmente junto a discentes com TEA. Os objetivos específicos consistiram em: identificar o uso da IA no contexto da EPTNM; verificar como essa tecnologia pode se constituir como ferramenta educativa de inclusão; (re)conhecer as potencialidades do uso da IA com foco nos estudantes com TEA; e elaborar um guia didático como produto educacional. A coleta de dados envolveu 25 estudantes do curso de MSI, com e sem TEA, buscando analisar a aplicação da IA nas práticas pedagógicas e nos aspectos relacionados à convivência e inclusão desses alunos no ambiente escolar. Utilizaramse como instrumentos de coleta o questionário semiestruturado, grupo focal e oficina pedagógica envolvendo o uso de ferramentas de IA em atividades práticas de ensino. Os dados foram analisados à luz da Análise de Conteúdo, considerando-se as contribuições da literatura sobre inclusão, EPT e tecnologias digitais. O estudo respeitou os preceitos éticos estabelecidos pelas Resoluções do Conselho Nacional de Saúde (CNS) nº 466 e nº 510 (BRASIL, 2012; BRASIL, 2016), tendo sido aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP), com garantia de sigilo, anonimato e liberdade de participação dos envolvidos. Os resultados da pesquisa evidenciam que a inserção da Inteligência Artificial na EPTNM ainda ocorre de forma incipiente e pouco articulada às práticas pedagógicas, embora o avanço das tecnologias digitais aponte para um cenário promissor de integração. Nesse contexto, verifica-se que a IA apresenta potencial significativo para a promoção de práticas pedagógicas mais inclusivas, especialmente por meio da personalização da aprendizagem, do acompanhamento do desempenho acadêmico e do apoio à organização dos estudos. Ademais, no que se refere à inclusão de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), os achados indicam que, mesmo com o uso ainda limitado, a IA pode contribuir para ampliar a compreensão de conteúdos, estruturar atividades de forma mais acessível e favorecer a previsibilidade das rotinas acadêmicas. De modo geral, conclui-se que a efetividade dessas tecnologias está diretamente relacionada à mediação docente qualificada, à formação para o uso pedagógico da IA e à adoção de princípios éticos que assegurem seu uso como ferramenta de apoio à aprendizagem e à formação integral na EPTNM. Como contribuição da pesquisa, foi elaborado o guia didático intitulado IA na EPTNM: aprender, incluir e transformar, que apresenta propostas práticas para o uso da IA como recurso pedagógico inclusivo, voltado aos discentes da EPTNM.ptInteligência artificialTranstorno do espectro autistaEducação Profissional Técnica de Nível MédioInclusão EducacionalPráticas edagógicas inclusivasEducaçãoA inteligência artificial como ferramenta educativa de inclusão na EPTNM