Dissertação - PROFEPT
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Item A inteligência artificial como ferramenta educativa de inclusão na EPTNM(2026-04-28) Oliveira, Franci Moraes de; Lacerda Junior, José Cavalcante; http://lattes.cnpq.br/4731128445071858; Lacerda Junior, José Cavalcante; http://lattes.cnpq.br/4731128445071858; Lima, Maria Francisca Morais de; http://lattes.cnpq.br/5134533993186051; Martins, António Constantino LopesA presente dissertação foi desenvolvida no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Educação Profissional e Tecnológica (ProfEPT), vinculada à Linha de Pesquisa 1: Práticas Educativas em Educação Profissional e Tecnológica e ao Macroprojeto 2: Inclusão e diversidade em espaços formais e não formais de ensino na EPT. O estudo propõe analisar o papel da Inteligência Artificial (IA) como ferramenta educativa de inclusão no processo de ensino e aprendizagem de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) matriculados no Curso Técnico de Nível Médio em Manutenção e Suporte em Informática (MSI), ofertado pelo Instituto Federal do Amazonas (IFAM). Com abordagem qualitativa, a pesquisa teve como objetivo geral compreender como a IA pode contribuir para práticas pedagógicas inclusivas na Educação Profissional Técnica de Nível Médio (EPTNM), especialmente junto a discentes com TEA. Os objetivos específicos consistiram em: identificar o uso da IA no contexto da EPTNM; verificar como essa tecnologia pode se constituir como ferramenta educativa de inclusão; (re)conhecer as potencialidades do uso da IA com foco nos estudantes com TEA; e elaborar um guia didático como produto educacional. A coleta de dados envolveu 25 estudantes do curso de MSI, com e sem TEA, buscando analisar a aplicação da IA nas práticas pedagógicas e nos aspectos relacionados à convivência e inclusão desses alunos no ambiente escolar. Utilizaramse como instrumentos de coleta o questionário semiestruturado, grupo focal e oficina pedagógica envolvendo o uso de ferramentas de IA em atividades práticas de ensino. Os dados foram analisados à luz da Análise de Conteúdo, considerando-se as contribuições da literatura sobre inclusão, EPT e tecnologias digitais. O estudo respeitou os preceitos éticos estabelecidos pelas Resoluções do Conselho Nacional de Saúde (CNS) nº 466 e nº 510 (BRASIL, 2012; BRASIL, 2016), tendo sido aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP), com garantia de sigilo, anonimato e liberdade de participação dos envolvidos. Os resultados da pesquisa evidenciam que a inserção da Inteligência Artificial na EPTNM ainda ocorre de forma incipiente e pouco articulada às práticas pedagógicas, embora o avanço das tecnologias digitais aponte para um cenário promissor de integração. Nesse contexto, verifica-se que a IA apresenta potencial significativo para a promoção de práticas pedagógicas mais inclusivas, especialmente por meio da personalização da aprendizagem, do acompanhamento do desempenho acadêmico e do apoio à organização dos estudos. Ademais, no que se refere à inclusão de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), os achados indicam que, mesmo com o uso ainda limitado, a IA pode contribuir para ampliar a compreensão de conteúdos, estruturar atividades de forma mais acessível e favorecer a previsibilidade das rotinas acadêmicas. De modo geral, conclui-se que a efetividade dessas tecnologias está diretamente relacionada à mediação docente qualificada, à formação para o uso pedagógico da IA e à adoção de princípios éticos que assegurem seu uso como ferramenta de apoio à aprendizagem e à formação integral na EPTNM. Como contribuição da pesquisa, foi elaborado o guia didático intitulado IA na EPTNM: aprender, incluir e transformar, que apresenta propostas práticas para o uso da IA como recurso pedagógico inclusivo, voltado aos discentes da EPTNM.
